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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015




Liberdade



Por vezes a poesia voa mais longe
perde-se no infinito deixa-me sozinha
E os meus olhos descem à terra
entre seiva e raízes reajustam a visão
Perséfone renasce
No âmago da escuridão,
nascente da  luz vibrante,
a poesia retorna
na liberdade nunca perdida

A.



Hallelujah (Alelujah)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Sorri à vida




Sorri à vida
Não vês que ela por ti passa?
Sorri à vida
E dá-lhe um ar da tua graça!

 (refrão)

Trago para ti uma mensagem d'esperança
Pára e vê o doce olhar dessa criança.
Não temas se tropeças e voltas a cair.
Viver é mesmo assim
Logo a chorar, agora a rir.

Sorri à vida
(refrão) 

Mas se a chuva cai e te deixa deprimido
Pensa que sem ela nada mais terá sentido.
Se ela não caísse não haveria limpeza.
Pensa mais um pouco
E preserva a natureza

Sorri à vida
(refrão)

Pára de andar triste, começa a ficar contente.
O que agora é mau, logo mais é diferente.
Pára e vê como aquela flor nasceu.
Foi para te agradar
Que ela viveu.

Sorri à vida
(refrão)

Maria Elisa Flora


E o Outono chega ao fim...El Otoño de García Lorca


terça-feira, 15 de dezembro de 2015




…uma das mais bonitas fotografias mentais que guardo é o campo de milhares flores pequeninas e amarelas perto da quinta dos meus avós, que costumava visitar quando era pequena. para mim, esta imagem continua a ser a visão de mil sóis pequeninos espalhados por um campo infinito de flores…

que lindo seria ver múltiplos sóis pisarem a terra;
um jardim que brilha em eternos sóis de flores…
um mar que brilha em eternos sóis de água…

milhões de pessoas a brilhar em eternos corações de sóis!
milhões de corações a iluminar o mundo! como o sol!
que bonito seria
caminhar no meio de jardins de sóis,
ao lado de mares de sóis e
caminhar na eternidade
como um pequeno coração de sol,
com outros milhões de sóis
a brilhar em raios de luz e amor
para sempre.







domingo, 6 de dezembro de 2015



Acerca a tua mão da minha...
Não me adorem, caminhem a meu lado…
Altar?..... Apenas me recolho ao vosso coração
Sentirei o vosso amor, nos olhos, onde os vossos se espelhem
Dor? Porque teimais em manter-me preso a ela, se dela vos libertei!
Da cruz renasci, em templos nunca me vi não sou gesso ou tela pintada!

Sou a Água da Vida que corre em ti
Sou o brilho do teu olhar quando sorris
Sou o arco da tua mão quando dás
Sou o calor do teu gesto de amor

Eu Sou, sempre em Ti – Não te esqueças Tu de Mim

Yeshua



do livro: Hieróglifos do Cosmos



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Herberto Helder - Parabéns Poeta


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Herberto Helder

 23 de Novembro 1930 // 23 Março 2015










Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
— Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.


Herberto Helder



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

António Pina - Parabéns Poeta






Manuel António Pina
18 de Novembro 1943 // 19 Outubro 2012







Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.

Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.

O meu rosto não reflecte a tua imagem
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração. 



Manuel António Pina, in “O Caminho de Casa” 





segunda-feira, 16 de novembro de 2015

JOSÉ SARAMAGO - Parabéns Poeta






Um dos homens mais lúcidos do nosso tempo

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José Saramago
16 Novembro 1922 // 18 de Junho 2010


Não me peçam razões, que não as tenho, 
Ou darei quantas queiram: bem sabemos 
Que razões são palavras, todas nascem 
Da mansa hipocrisia que aprendemos. 

Não me peçam razões por que se entenda 
A força de maré que me enche o peito, 
Este estar mal no mundo e nesta lei: 
Não fiz a lei e o mundo não aceito. 




José Saramago



sábado, 14 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A Música do Coração

                                                                  

A Música do Coração


Tem vida tem cor
Tem emoção e amor
Tem força tem fantasia
Não tem asas…mas sabe voar

Não é sonho nem é pássaro
Mas em rítmico embalar
Pelas estepes do Céu
Permite-nos viajar

Vibra em tudo o que é vida
Nas profundezas do mar
Na pedra, planta, flor
Na criança por nascer

É a música do coração
Que dá impulso a cada dia
Gratidão, generosidade
São seu timbre e melodia



A.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015


Teixeira de Pascoaes - Parabéns Poeta


Teixeira de Pascoaes - 2 de Novembro 1877 / 14 Dezembro 1952




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“O sol do Outono, as folhas a cair, 
A minha voz baixinho soluçando,
Os meus olhos, em lágrimas, beijando
A terra, e o meu espirito a sorrir... “





quarta-feira, 28 de outubro de 2015






Estrela da Manhã




Luzeiro da noite, viajante dos céus
Guardiã dos sonhos de sombra ausente
Lar ancestral dos primevos redentores
Luz esculpida na matriz de Deus
De cada aurora és sempre a primeira
Musa incandescente de poetas e trovadores
Em teu colo adormecidos, e sempre renascidos


A.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Vinicius nasceu há 102 anos - Parabéns Poeta

Ainda na vibração do Mar...


Sophia de Mello Breyner dizia que metade da sua alma era maresia…
Eu penso que maresia é a musa que entra nos nossos sentidos e aí se aloja para sempre.


Mare_sia

É urgente imitar o mar
Que sem noção de mal
Derruba os muros que cerceiem a sua liberdade

Ser vaga alterosa
Que remove as crostas do silêncio, do conformismo
Resgatar, o irremediavelmente perdido

Mar é o invicto cavaleiro do tempo
Purificador, celeiro fecundo
Nunca conquistado ou a ferro marcado

O mar não é algoz ou tirano
De Homero a Camões
É a esteira da história
Onde o homem se descobriu

É urgente

Ser Mare no feminino
Ternura, quebranto…e braveza
Que não é fúria nem é pranto
Mas a doce cadência com que embala
As almas que em si adormeceram


Maria Adelina



7 Outubro 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vamos lá seguir a receita de Pablo Neruda?






O menino não sabe ler

Mas as palavras soltam-se das páginas

Porque ele acredita nelas…

Além do som que as solta

Como se de pássaros se tratasse

Há uma cadência habitada de sonho

E do olhar do menino

Desprende-se a luz encantada da primavera…



Teresa Queirós Ferreira



Porto do Coração

domingo, 11 de outubro de 2015

Mais uma Manhã Maravilhosa


Canto Mar



Canto  Mar

Pela intenção me aproximo de ti
E a brisa travessa sopra as cinzas
Remanescentes do fogo nunca extinto
Do meu amor, por ti

Canto-te embalada na melopeia que só eu escuto
Nos pássaros, no vento, nas folhas que se despedem
Nas pombas brancas que recorto em papel
E que me lembram, de ti

Mar de sal liquefeito no meu sangue
Sou olhos rasos de ondas serenas
Pensamentos azuis que galgam distâncias
E poisam felizes, em ti, mar do meu canto



Maria de Jesus

5 Outubro 2015








quinta-feira, 8 de outubro de 2015







Um novo amigo fez-me pensar no mar
Questionar lá no fundo
Estou quase lá
Se Deus é o ar
Jesus é o meu mar
Estou quase lá
Mas nao sei o que vou descobrir ao questionar
Quando mergulho contemplo
Acho o fundo tão parecido com o céu mas mais “mundano”,
Mais próximo de nós que estamos aqui
Será mesmo que basta esticar o braço , abrir a mão e descobrir
Estou quase lá
Se um dia lá ficar não fiquem tristes
Voltei a casa


Alga medusa
Fev2012










Ecos da nossa respiração



Rendilhado de roxo
gemadas de esponja e
estrelas tão sossegadas na
sua preguiça de se deixar estar,
jorros de luz por água dentro
espalhando especiarias marinhas
que cintilam tornando a densidade ultraleve…
E nós intrusos, deliciados em silêncio,
cúmplices com os elementos da grande
festa pictórica… púrpura; verde-esmeralda e amarelo
cornucópias em espiral, movendo-se lentamente…
elipses em forma de conchas e os guardiões barrigudos
nas suas patrulhas sôfregas, vasculhando cá e lá o fundo do mar
E sempre os ecos da nossa respiração,
no silêncio flutuante em que estamos
sem querermos perguntar se sentimos medo, êxtase, fascínio ou algo mais


Alga Medusa
Agosto 2010