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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Miguel Leitão - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016

DECLARAÇÃO DE AMOR

Escorre dos teus olhos
o desejo de uma declaração de amor, a
necessidade daquelas palavras
que outrora legitimavam a aventura da sedução,
o jogo da solicitação e da entrega.

Mas o amor todo ele é espuma, bem sabes,
delicado,
ténue e frágil como uma teia, como um lírio
ou como tule
e não pode ser surpreendido nem  
perturbado por nada,
mesmo que seja uma pena,
um sopro ou
um leve ciciar de palavras.

Deixa em tranquilidade o amor,
assim suave,
assim doce.
Deixa-o como está…
assim…
assim…
assim mesmo.

Em todo este tempo,
era suposto que tivesses aprendido a vislumbrar o amor,
a pressenti-lo sem que tivesse de to dizer,
a farejá-lo na transparência da lagoa que sou e
te acolhe
e em cuja água enxaguas o corpo,
refrescas os olhos e as mãos,
aliviando-te do ardor.

É certo que há saudades dos tempos de namoro,
Quando nós éramos outros…
mas uma declaração de amor, hoje,
não.
Seria um tropel de palavras a alvoroçar-te,
a desinstalar-te da tua certeza,
a desinquietar-te na tua serenidade.

Declaração de amor, para quê?
Como se a tua ou a minha aproximação já
não empolgassem o outro,
e  a entrega não nos tornasse o corpo mais leve
e mais ágil
e não nos enchesse a alma de jardins,
secretos,
mais coloridos e brilhantes que todos os arco-íris.

Miguel Leitão

14 de Fevereiro de 2016


Fátima Araújo - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016



Se nos meus olhos tu leres, o que os meus lábios não dizem...
Vais ler um longo poema de Amor!

Fátima Araújo

Júlio Almeida - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016



Se eu pudesse dizer à mulher por quem estou apaixonado uma declaração de amor dir-lhe-ia simplesmente : Amo-te



Júlio Almeida

Celeste Pacheco - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016



Basta-me

Sinto alma no teu peito quando toco o teu olhar
Fico muda, fico queda
Deixo que o fumo me envolva
Fico assim a vegetar
Sem tempo para te ver
Que o sentir vai me bastar.


Celeste Pacheco

António Nogueira - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016



Maria,

Amar significa e propõe maior disponibilidade para oferecer do que para receber, àquela que nos encanta e seduz.
Quero tudo oferecer-te sem quase nada exigir-te.
Aceitas?


António Nogueira


Fátima Costa - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016




Meu amor:

   Em teu olhar mergulhei,
   em teus beijos me perdi,
   no entrelaçar dos nossos corpos
   eternizei o meu amor por ti!"

Fátima Costa

Jutília Quintas - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016


Aida Duarte - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016



DECLARAÇÃO DE AMOR

Na procura do mais fundo de mim, onde infinitamente vives, encontrei-te.
Nos desertos encantados da lonjura, onde a planta esmorece, encontrei-te.
Na aridez da minha seara seca, onde a sede dói, encontrei-te.

Não mais me perdi de mim, não mais fui busca, festa adiada.

Saciaste a minha sede e deste-me o colo que sempre procurei.

                                                                  Maria Aida Araújo Duarte


Nelson Neves - Declarações de Amor - 14 Fevereiro 2016


QUERO

Quando um dia eu partir ao encontro do meu destino
Repondo assim a ordem cósmica da minha criação,
Quero que encares este facto como mais um daqueles nossos gestos de amor
Que fomos oferecendo um ao outro e não deixes que eles te abandonem.

Quando eu mudar de rumo na minha caminhada em busca da luz
Quero que continues a presentear o mundo,
Com o mesmo sorriso com que me despertavas todos os dias,
E o deixes esvoaçar até junto de mim.

Quando o meu embrulho físico se tiver dissolvido,
Quero que mantenhas a rotina das emoções e sentidos
Com que mutuamente nos íamos seduzindo,
Mas não feches o teu coração ao amor.

Quando a minha existência se esconder no alforge da memória,
Quero que continues a ler o meu livro,
A partir do separador que aguarda o meu retorno,
Para que ele não perceba que não mais o lerei.

Quando o meu ser deixar de ter ressonância física,
Quero que chores as lágrimas dos nossos sofrimentos
Reprimidas na vã tentativa de eliminar a nossa perda,
Mas não te deixes afundar num mar de lamentos.

Quando finalmente não ouvir o eco da minha agitação,
Quero que fales comigo aquela linguagem quente
Com que me enchias o coração
E não condenes a minha resposta silenciosa 

Nelson Neves


Sempre o Amor...


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Agostinho da Silva - Parabéns Poeta


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Agostinho da Silva

13 de Fevereiro de 1906 // 3 de Abril de 1994



Sonho
Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho

umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.

Agostinho da Silva, in 'Poemas' 


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Almeida Garrett - Parabéns Poeta


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Almeida Garrett

4 de Fevereiro de 1799 // 9 de Dezembro de 1854



Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta «Florece!»
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda? 

Almeida Garrett



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Expressando o Amor - Concurso de Declarações de Amor





Amigos(as),

Desta vez, para além do Convite para o  próximo Manhãs de Poesia, que será precisamente no dia de  S. Valentim - 14 de Fevereiro, lançamos um desafio:
- Escrevam uma declaração de Amor e enviem para o nosso email, as 3 melhores serão premiadas.
O prazo para o envio das declarações originais a concurso será até ao dia 06 de Fevereiro.

poetasvivospoetas@gmail.com








Maria Amália Vaz de Carvalho - Parabéns Poeta


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Maria Amália Vaz de Carvalho

 1 de Fevereiro de 1847 // 23 de Abril de 1921



À indiferença oponhamos o amor, à dúvida oponhamos a fé
O céu tem ainda o azul radiante dos dias da mocidade
a natureza é ainda a bela insensível,
que assiste radiosa e iluminada às nossas lágrimas eternas,
que o vento enxuga num momento!
Contemplemos de mais alto a evolução dos ideais e a transformação das coisas
Se na terra somos efémeros de uma hora,
nunca se quebra a cadeia que se vai forjando,
dos ideais belos que concebemos ao passar.



Maria Amália Vaz de Carvalho