Google+ Followers

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013


POEMA AO ANO NOVO

                                                                                 

                        Fina d’Armada

 

 

Já lá vem, já lá vem o Ano Novo!

O Ano Novo já lá vem, já lá vem!

 

Brotam das águas em explosão raios de fogo.

Sobem lírios que no céu se tornam rosas,

fica iluminada e colorida a multidão.

Cabeças se volvem para as estrelas como rezando,

gritos de espanto e de alegria vão soltando.

Rebenta uma rolha, estoira o vinho, a espuma voa.

Champanhe entra em bocas abertas de euforia.

Engolem-se passas, formulam-se votos, doze desejos

ao som de estalidos em festa, sonhos e beijos.

 

Já lá vem, já lá vem o Ano Novo,

já lá vem anunciando a madrugada!

Das águas emergem novas girândolas florindo

nascidas da criação da mão humana.

Os olhos sobem com os foguetes às alturas

que se abrem, rodopiam, desabrocham

em lágrimas azuis, cor do sol e vermelhas

ora a explodir ora a murchar como centelhas.

 

Já lá vem, já lá vem o Ano Novo!

Já lá vem um novo ano de mansinho!

Marcha o tempo, marcha a vida devagarinho.

 

Já lá vêm lembranças e amarguras,

novos pedidos aos céus iluminados.

Um bater de corações, um sonhar com a riqueza

envoltos em medo do porvir e incerteza.

 

Marcha o fogo para o fim… E emudece.

Na noite atroa o som de bater de palmas.

Já chegou, já chegou o Ano Novo,

já lá vai, já lá vai embora o povo.

É a vez da esperança renascer nas almas.

                                  

                                                           (Parque das Nações, Lisboa, Ano Novo de 2012)

 
Fina d’Armada

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Há dias assim…….



Que começam em glória e em glória terminam

Desde cedo, manhãzinha, os luzeiros vais cruzando

Com trabalho enobreces, com mil lições enriqueces


Raios de um Sol oculto, apenas sentes o calor

São suaves, são firmes, e desfazem-se em amor

E nesses raios dourados, viajas em esplendor


Se cada Ser é um espelho, para o outro se rever

Na minha Alma aceito, o reflexo da vossa Luz

Estrelas brilharam de dia,… neste dia de glória.


E porque há dias assim, expresso a minha gratidão aos Seres que abençoaram o meu dia, desde cedo, manhãzinha…


8 de Dezembro 2013
 


Maria Adelina



A Música do Coração


 

 
Arabescos d`oiro e cristal

Entrelaçam-se numa pauta

Linha acima, linha abaixo

Em vénias de encantar

 

Tem vida, tem cor

Tem emoção e amor

Tem força tem fantasia

Não tem asas mas sabe voar

 

Não é sonho nem é pássaro

Mas em rítmico embalar

Pelas estepes do Céu

Permite-nos viajar                 

 

Vibra, em tudo o que é vida

Nas profundezas do mar

Na pedra, planta, flor

Na criança por nascer

 

 

A.

 

 

 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Há na cadência do espaço

Há na cadência do espaço
A luz pálida dos dias
Que navega nos lemes
Dum barco velho ancorado no cais

As margens já não pertencem ao rio
E as nuvens choram o diluvio
Da manhã que entardeceu
No orvalho taciturno da noite

Uma ténue luz percorre os astros
E arrasta no murmúrio das nuvens
O desassossego das margens
Sufragado na mansidão das águas
 
Ailime
 

Nas margens do meu rio -

Nas margens do meu rio


Por entre seixos e grama
Vou percorrendo o tempo
Com o olhar vão de esperança.
Neste entardecer constante
Nas margens do meu rio
Fico aprisionada na sombra
De um alvorecer distante.

Ailime

http://cantomeu-ailime.blogspot.pt/   

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Início

É certo de que um dia acontece... Um olhar, um toque, um sorriso...aquele sentimento profundo de que tudo está como deve estar!... Tão meigo toque que me afasta os cabelos do rosto, tão suave, tão doce,...como se de leves beijos se tratasse. Meu corpo, minha alma são invadidos por uma sensação estranha,...mas muito agradável de plenitude. Assim é o início daquilo que queremos que seja.

Selena Rocha

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Poesia aosa molhos - Teresa Queirós Ferreira


 

De mansinho…

Como uma onda que chega de mansinho

apareces no papel…

E eu, que queria tanto

esconder-te nos versos do poema

deixo-te fugir!

E fica o poema sem versos

e sem ti…

 

Chá de demorar a tarde

 

Eu esperava-te no meu chá

e quando chegavas

ao aroma dos frutos silvestres

juntávamos os beijos

que bebíamos a colherinhas

para demorar a tarde…

 

Despedida

 

Ali naquele canto de mar

onde bebo horizontes

e guardo o azul

que ao desfazer-se em espuma

me mostra o teu nome…

Vejo passar a andorinha

que leva o verão para longe…

O verão que acaba sem ti!
 
Teresa Queirós  Ferreira
 
 
 

 

Abençoo


Abençoo


Passos oscilantes de peregrino, asas de borboleta que teme voar

Asteroide, Cometa, Meteoro?... Estrela... da constelação a mais bela

Repara no Céu, quão profundo, nada mudou, apenas... o teu olhar

Aspiras o aroma inebriante da árvore que abanaste ao passar

Escutas a prece em jeito de beijo que te purifica e enaltece

Sentes a chama sagrada deste coração que te acalenta

E em tudo, eu estou sem estar, eu sou sem ser...

E abençoo...

Os braços que te abraçam

A luz dos olhos que iluminam os teus

Os dias felizes que formam as linhas do teu rosto

E os anseios de que fazes sonhos, ameias de outros castelos

Pendores de outros torneios...

Cavaleiro do meu templo Sol da minha Alma

nunca deixes de brilhar, ainda que esse alumiar,

seja luz de outra Alma, que não a minha...



Maria Adelina



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

No paraíso dos sonhos




Em voltejar de asas voei, imitei suspiros e passos serenos

Atravessei o lago do sono, leito de rosas cheirando a luar

O acordar tardava…

Procurava encontrar a estrada dos sentidos


Na cascata de brilho e cor, reconheci teu olhar

Por teu aroma de sândalo guiei meu caminhar

Coração em chama viva, tocha que ilumina


E as asas foram braços, fusão plena

Tacteava no ar o teu esboço

Passos, caminho ao ninho do teu ser


Na auréola magenta do alvorecer

Estendi o olhar,

era apenas o Sol, a despertar



Maria Adelina




Há na cadência do espaço - Ailime



Há na cadência do espaço

A luz pálida dos dias

Que navega nos lemes

Dum barco velho ancorado no cais

 
 
As margens já não pertencem ao rio

E as nuvens choram o diluvio

Da manhã que entardeceu

No orvalho taciturno da noite

 
Uma ténue luz percorre os astros

E arrasta no murmúrio das nuvens

O desassossego das margens

Sufragado na mansidão das águas


Ailime

17.10.2013
 
 

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Gratidão é...

Amigos:


 Entre a dádiva que é cada um dos dias destes tempos de mudança, este dia tornou-se muito especial e já baptizado como o dia da “ Gratidão é ”

De uma troca de palavras surgiu a partilha de poesia, alargada a quem quis, ou ainda quiser participar deste jogo de encantar.

Acredito que a poesia que emitimos no sentir, e expressa pela palavra, leva fluídos de bem-querer a todas as dimensões, mais ainda quando a tornamos, como é o caso, em preces de gratidão e alegria.

Todos sabemos que a gratidão é o reagente que nos enobrece é o “Abre-te Sésamo” dos campos da abundância e harmonia do Universo.

Meus queridos, quão fácil é partilhar sentires pela fasquia mais elevada da amplitude da Alma quando singela...porque poesia não se faz por encomenda, é a voz do Céu que ecoa...e tu amigo, amiga, vem, junta-te a nós...

Muito grata - Bem - Hajam


Adelina - 26  de Janeiro de 2012


Seguem poemas que até à data nos foram enviados


Grato - Ricardo Monteiro







Grato


Pelo trato


e pelo acto

pelo presença do rio

que tudo envolve

com que tudo crio

e que sem fim devolve


Grato ao vazio criador

tudo permites

pela luz que emites

materializar sem dor


pois tudo que existe

em ti imerso

nada persiste

sem o teu verso


Grato também pela atenção

Daquilo que aqui percepciona

estas palavras com o coração

entendendo que aqui se posiciona

uma louvada oração


não é para um objecto

nem nada de secreto

é apenas uma acção

de mera gratidão




Ricardo Monteiro
 
 

Sem saber o que sentia…acordei

Abri meus olhos, fixei a luz e sorri…

Uma luz amarela raiada de mil e uma cores

Dizia-me bom dia…


Era um Ponto de Luz

Que procurava o caminho certo…

Procurava sair da encruzilhada

E encontrar a autoestrada da vida…

Era a Luz das mil e uma cores

Que me conduzia à cor amarela.


Era o amarelo do nascimento

Porque o vermelho é dor…

Era o amarelo da amizade

porque o azul confunde…

era o amarelo do amor

porque  o verde já foi a esperança…


Era o verdadeiro amarelo da luz…

 Tão bom estar dentro desse ponto de luz…

Ver todos os amarelos, ver a verdadeira luz do meu caminho…

Rosa Familiar

Grata . Anabela Queirós


Grata,

pelo acordar com a aurora a despontar
e as cores do céu do lilás ao rosa
passando ao dourado até o sol  raiar...

Grata,

pela energia contagiante dos meus filhos,
pelo trabalho, por todos os que se cruzam no meu caminho,
pelos sorrisos, pelas lágrimas, pelos abraços...

Grata,

pelo luar, pelo silêncio da noite e por mais este dia,
Grata ao UNIVERSO.


Anabela Queirós

Grato - Manuel Araújo


Grato

Pelo sentir, pelo estar,

Pelo que tenho…

… e poder partilhar.


Sou,

Simplesmente,

Grato


Manuel Araújo

Grata - Maria Elisa Flora


Grata

Também, Senhor, pelos Amigos

Que cruzam o meu Caminho!

E os Amigos dos Amigos,

Que chegam ao meu cantinho!

Com o Teu Manto os cubras,

Com o Teu Braço os ampares

E que nesta caminhada,

Esta Estrada abençoada

A que nós chamamos VIDA,

Sempre CONTIGO contemos.

As "serras" serão planícies,

As "alterosas ondas" regos de água serão

Regados por Tua Energia

Que alimenta o nosso coração.

Maria Elisa Flora



Grata - Sílvia Santos


Grata

Pelo carinhos dos animais
pelo cantar dos pardais
pelo calor do sol
que aquece as minhas tardes de inverno

Pelo silêncio, paz e o amor
que me chega por ti
através de coisas tão pequenas

Sílvia Santos

Grata - Nani ( Fernanda Loureiro)







 GRATA

Por estas duas Estrelas
Vindas do Firmamento
Que tantos Ensinamentos
Me têm dado no Caminho
Que fazem meu Coração
Transbordar de Vida e Carinho.

Um abraço de LUZ

Nani

 


 

Grata - Maria Alice Branco


O dia já despertou
Lá no cimo da Montanha
O Sol já irradiou
Luz de grandeza tamanha.

Ao Nascer da LUA NOVA
Um Sussurro de Amor me tocou
Quem sabe se foi MARIA
E ELA assim me falou:

Ao abraçar o teu ser
Te direi muito contente
Hoje haverá Projetos Novos
Para Tudo e p´ra Toda a Gente.

Vai à praia, ao entardecer
Porque o SOL vai beijar a areia
E verás antecipado
O Luar da LUA CHEIA.

E à noite, à Luz das Estrelas
Sentirás o que esperas
Dançarás a Bio Dança
Ao som  da MÚSICA DAS ESFERAS.

E com a madrugada a chegar
E o Véu a ficar mais fino...
Terás Dança Circular
Aos acordes de um Mágico Violino.

Envolvida num Tecido
Transparente - Virtude Minha e tua
Radiante e luminoso
Como o Branco Luar da LUA.

A TERRA, o MAR e o SOL
Os três serão TEU FAROL
A LUA e EU MÃE MARIA
Damos PAZ e HARMONIA

E eu fiquei muito enleada
Ao ouvir a sua VOZ
E disse: Óh, Minha Amada
Olha bem por TODOS NÓS.

Grata, a MÃE MARIA, pela mensagem

Alice Branco

sábado, 30 de março de 2013

Páscoa

 


Páscoa! 
Momento de confraternização
Fortificando a união
Do homem pelo mundo

Cristo com certeza
Do alto, em simples realeza
Fará sentir sua presença
Neste dia.

Mostrando-nos
O significado da alegria
Que é o ser humano
Vivendo em harmonia.

Do livro Fragmentos
Autora : Sonia Castro
Rio de Janeiro/Brasil



 

quarta-feira, 27 de março de 2013


"Poetas Vivó`s Poetas"



Nasceu em 21 de Março 2013 na cidade do Porto.

Este grupo está aberto a todos quantos dele quiserem fazer parte a bem da expansão da poesia como linguagem universal e promotora duma paz vivenciada. Será também um factor aglutinante de todas as formas de expressão poética. Fica o convite a todos que queiram ser membros desta fraternidade poética.