Google+ Followers

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os Poetas



Os poetas não medem o tempo, eternizam-no

Eles sabem que ausência, é o degrau antes da chegada

E que o não ter, é a posse suprema do Campus Universal

Se aspiras o aroma da flor inebrias-te, se  a cortas, matas o seu poder

Se derramas amor na fala, no olhar, semeias estrelas nas planícies geladas


E o Cosmos ilumina-se com os momentos presentes, dessas estrelas emergentes




Maria Adelina



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Tamanha Plenitude


"Tamanha plenitude

Esta que sinto

Dois corpos entrelaçados como se entre si falassem,

Com palavras de amor partilhadas em sussurro.

Duas mentes em partilha mostrando estímulos comuns

Para chegar a um amor pleno.

Duas almas em união em busca de uma vivência plena

Atingindo o máximo da sua evolução.

E, finalmente, o atingir do AMOR INCONDICIONAL.

Aquele que dá, sem nada esperar."


Selena Rocha





terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Limite


Venham até ao limite!
Não podemos, temos medo.
Venham até ao limite!
Não podemos, vamos cair.

Venham até ao limite!

E, Eles vieram
E, Ele empurrou-os
E, Eles voaram

Venham, voemos juntos.


Guilliaume Apollinaire






segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sonho - Agostinho da Silva

Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho

umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.

Agostinho da Silva, in 'Poemas'

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Para atravessar contigo o deserto do mundo - Sophia de Mello Breyner And...


Hora - Sophia de Mello Breyner Andresen

Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar.

                    Sophia de Mello Breyner Andresen