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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Há na cadência do espaço

Há na cadência do espaço
A luz pálida dos dias
Que navega nos lemes
Dum barco velho ancorado no cais

As margens já não pertencem ao rio
E as nuvens choram o diluvio
Da manhã que entardeceu
No orvalho taciturno da noite

Uma ténue luz percorre os astros
E arrasta no murmúrio das nuvens
O desassossego das margens
Sufragado na mansidão das águas
 
Ailime
 

Nas margens do meu rio -

Nas margens do meu rio


Por entre seixos e grama
Vou percorrendo o tempo
Com o olhar vão de esperança.
Neste entardecer constante
Nas margens do meu rio
Fico aprisionada na sombra
De um alvorecer distante.

Ailime

http://cantomeu-ailime.blogspot.pt/   

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Início

É certo de que um dia acontece... Um olhar, um toque, um sorriso...aquele sentimento profundo de que tudo está como deve estar!... Tão meigo toque que me afasta os cabelos do rosto, tão suave, tão doce,...como se de leves beijos se tratasse. Meu corpo, minha alma são invadidos por uma sensação estranha,...mas muito agradável de plenitude. Assim é o início daquilo que queremos que seja.

Selena Rocha

sexta-feira, 8 de novembro de 2013






No céu moldado, ninho de cristal

Sou o reflexo, da luz universal

Em passinhos miudinhos me arrimo

No colo fecundo dos seres do mundo


Sou doçura, ternura, alegria, consolo

Deixo esteira de estrelas no ósculo sagrado

Pelos lábios desenhado, em beijos recriado

Sou o teu próprio coração, de saber iluminado


Vê-te no meu olhar, na glória do teu Ser

Jazida de bem-querer à espera de nascer

Em efusão de amor, sê o vinho do Graal

Com Ele assumido, na Ceia da noite milenar


A todos os Anjos deste mundo, predilectos da Criação, e do meu coração…



Maria Adelina