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quinta-feira, 12 de junho de 2014



A luta amorosa com as palavras – Mário Quintana

(texto escrito pelo poeta para a revista “Isto É” de 14/11/1984)


Nasci em Alegrete, em 30 de Julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente.

Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.

Há! Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a eternidade…


Mário Quintana


terça-feira, 10 de junho de 2014

Manhãs de Poesia...mais uma se cumpriu..





Quanto amor pode caber num só dia?

Em que a aurora ilumina
Leituras, provas, ensaios,
Eis que o palco se ilumina
A representação se inicia

Quanto amor pode caber num só dia?

Em que se declara
Desfruta, homenageia
Em que tela desenhado
Ou em que forma modelado

Quanto amor pode caber num só dia?

Em que as falas são beijos
Que as vozes acalentam
Até parece que sentem
O riso cristalino…da Poesia

Quanto, e tanto amor, pode caber num só dia!


Maria Adelina

8 de Junho 2014


domingo, 8 de junho de 2014







Poesia....






Poesia, eco d`alma ou profecia
Teu ser, presente em cada dia 
Saudade, qual vaga sombria
Que desvanece quando irradia

Poesia, por ti me torno eleita
Do mar à tardinha a ninar
Da chuva serena a versar
Do sol, a querer iluminar

Poesia, dor escorreita
Por esse escrever singular
Do teu coração a ditar
O que o meu diz, sem falar

Poesia, és o ouro e a prata
Com que adorno o lembrar
Do fulgor de um trovador
Que a Lua amou, ao dançar

Poesia, que mais te posso dar
Que uma lágrima a rolar
Pela escarpa do sentir
Saberes? Apenas amar


Poesia....

Maria Adelina Lopes - In Hieróglifos do Cosmos







ORAÇÃO Á LUZ de GUERRA JUNQUEIRO




Se os Poetas Dessem as Mãos


Se os Poetas dessem as mãos e fechassem o Mundo no grande abraço da Poesia, cairiam as grades das prisões que nos tolhem os passos, os arames farpados que nos rasgam os sonhos, os muros de silêncio, as muralhas da cólera e do ódio, as barreiras do medo, e o Dia, como um pássaro liberto, desdobraria enfim as asas sobre a Noite dos homens. 
Se os Poetas dessem as mãos e fechassem o Mundo, no grande abraço da Poesia.

Fernanda de Castro, in "Ronda das Horas Lentas"





Manhãs de Poesia - 8 de Junho 2014

O sonho é a antecipação da realização da vida, e a sua melhor expressão é pela linguagem universal do amor a que chamamos Poesia.

O Clube Poetas ViVò`s Poetas convida para mais um: 

"Manhãs de Poesia"

Pinceladas de Sentires
Brisas de Ternuras
Emoções Vivas


Próximo domingo 8 de Junho entre as 10 e as 12h na Casa Museu Guerra Junqueiro

sexta-feira, 6 de junho de 2014

História de Vida

A mais bela história
Feita de tantas memórias,
É a história de cada um.

Triste, Alegre
Doce, Amarga.
É, sem dúvida, a história de cada um!
Como se de uma teia se tratasse,
Tecida com fios delicados,
Mas que nos amarram a um passado.
Um passado, ora triste, ora feliz.
Mas, é na amargura e no sofrimento
Que nos permitimos ficar.
Tamanha teia esta,
Que dizemos ser a Vida.
Não, meus amigos…
Não, meus irmãos…

Está na altura de tirar os véus negros da cegueira,
Esta cegueira em que insistimos viver.

Permitir que nossos olhos mais profundos…
OS OLHOS DA ALMA,
Se rejubilem com a luz…
Se rejubilem com o amor…

Basta apenas acreditar.
Viver intensamente este sentimento,
Esta forma de estar,
Nobre e bela
Que é o AMOR.


Selena Rocha


16/5/2014




terça-feira, 3 de junho de 2014


Letras ao mar




Escada serpentina mal-iluminada
Degraus de tempo disfarçados
Percurso interdito à razão

Não sei se lia ou sentia
Mas o que não sei em mim
Foi porta aberta ao teu ser

Sou onda a vogar nesse mar
Nas pedras batida, dividida
Na preia-mar esbatida

Eco, reflexo ou reflector
Da voz nua do teu coração
Dor, que em ti não julguei caber

Da saudade fiz vela para na paz fundear
Do amor, hordas de vento a velejar
Entre a neblina que os olhos teimam em derramar

Em ventos alísios transportada, num oceano pacífico poisada,
eu sou a paz que se não diz,  mas faz!
Sarça-ardente, que ao vento, está vedado apagar.

Então, que raio faço eu neste mar?


Maria Adelina








Canção de Batalha - Guerra Junqueiro - Declamada por Pedro Abrunhosa