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quinta-feira, 25 de maio de 2017

A TUA MÃO




Não há mercador para a tua mão
vazia e leve.
Se a cobrirem de ouro e prata
a tua mão continuará vazia e leve.
A tua mão!
A tua vaga mão
Faz a viagem peregrina
Sozinha pela multidão
Leve, leve…
Não, não há mercador
de nome erguido na poeira
que avalie a tua mão.
Nem há juiz que ordene, julgue e puna
A tua mão.

   
               Anabela Coelho