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domingo, 23 de abril de 2017

O Espelho




(Este poema é dedicado ao Paulo nosso estimado colega das Manhãs de Poesia)


O Espelho



No espelho que afirmo não ser mágico
Deparo com as bátegas de um mar privado
Escorre em mim o sal que o sol me seca na pele
E a sede anseia pelo frescor das sílabas temperadas

Receio o que não sinto, sinto o que não leio
São sementes espalhadas pelo vento
Que desabrocham no tom de bosque
Dos olhos que fitam o espelho

Na cadência do poema reencontro-me
E acolho,
Na alma o ribombar do trovão
No coração, o fogo do vulcão

Olho o espelho e quiçá
Quiçá repense, se é mágico, ou não!

Maria Adelina