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sábado, 14 de janeiro de 2017

Amor que inunda a alma




Amor que inunda a alma

O amor que inunda minha alma é transparente
Não tem desenhados os traços de um rosto
Mas tem vincada a doce pressão do enlace
Dos braços extensos, fortes, da eternidade

Cada palavra minha tem o som de um poema 
Que flui em cascata, água sagrada
Ressalta em búzios burilados, diamantes
Em cujo brilho está gravado o enigma da vida

Cada ano me aproxima da estação engalanada
Do reencontro com a voz do meu amparo
Beijo que ressuscita, água no deserto
Fogo da minha alma

Que o tempo temperou com sol e lua, e
Estrelas alfabetos que lhe compõem o nome
A memória desenhará seu rosto na estação
Onde os comboios em breve se encontrarão


Maria de Jesus