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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SONETO DE AMOR




Soneto de Amor

Ela era nova e no entanto
A morte veio em seu passinho leve 
E levou-a embrulhada no seu manto
O seu rosto florido, o seu rosto breve.

Talvez lá no assento etéreo onde subiu 
Se recorde do tempo de criança 
Do muito que amou, do que sorriu
Do que ficou em mágoa da lembrança. 

E se a morte, dizem, é passageira
Também eu, amor, quero morrer 
E ir ao teu encontro onde estiveres. 

Perto de ti serei o que quiseres 
Que viver sem ti é não viver 
Quero morrer vivendo à tua beira.   


A.  Alves Cardoso