sexta-feira, 6 de maio de 2016


Meninos da lua 


Meninos da lua
livres de jugos, de jogos, de leis 
Com vida própria 
Código, éticas, roupas coçadas
Cabelos revoltos
Nariz de desdém
Filados na sorte
Do que vem e não vem 

Filhos da lua
De sonhos cortados
À espera que o mundo
Acorde
Se dê conta
Não deixe à mercê
Os meninos que perde
Que finge que não vê

E basta uma mão
Um copo de leite, um pão
Um olhar de amigo
O aconchego de um cão
Para a vida voltar
Qual milagre esquecido
A dar ritmo à vida    
Com asas de gavião  


Celeste Pacheco



2 comentários:

Maria Adelina Lopes disse...

Lindíssimo poema descritivo de tantos "meninos da lua"

Maria Adelina Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.