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segunda-feira, 25 de abril de 2016





COMO TU
(Homenagem a Cecília Meireles)




Como tu, fada das palavras singulares
Passeei sozinha pelo jardim da vida
Colhi flores de nuvens brancas
Embriaguei-me no perfume das estrelas
Pousei o pensamento no mar alto
E compareci nesse tango infinito.


Como tu, bebi os cristais do luar
Fui indo, calada, no dilúvio do grito.

Ah! Como tu...
Andam os meus olhos sem sono
Fui pela mão direita da noite
Procurando no meu rasto, o meu rosto
Aonde está o meu lábio fechado, sem fome?
Arqueei a minha mão à minha procura
O vento acenou-me...
Cantou o meu nome!



Anabela Coelho