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domingo, 26 de julho de 2015


















CARÍCIA DA TUA MÃO

Vou escrever-te um poema
E esperar-te mudo e sozinho
Com olhos rasos de água.
É em silêncio, silêncio das razões vencidas,
Que tantas vezes me falas,
Para não me afogares em palavras
Da cor das ondas e de teus olhos feiticeiros.

É tão fantasiosa a roupagem da saudade!
Porque teimam em soluçar
Muitas palavras de meus versos?
Vale-me a carícia da tua mão
A afagar-me a alma.

Não sei se é a chuva que chora
Esta lágrima que esquecida, por ti,
Suave desliza em meu rosto.

João Coelho dos Santos