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quarta-feira, 7 de março de 2018

ÁGUAS DO RIO MONDEGO




Vejo o Mondego e desfruto
Com o meu olhar astuto
O que de melhor ele tem
De mansinho passa breve
Nas suas margens descreve
Um suave vai e vem.

Quase que por magia
Em perfeita sintonia
Espreita a cidade que é sua
E num gesto de ternura
Numa noite de brandura
Brada forte pela lua.

Nossa Coimbra te ama
Tens a força tens a chama
Do teu porte que reluz
Tua forma, tua vida
Tem sido só repartida 
No leito que te conduz.

Esta cidade tão bela
É para ti uma Cinderela
Na forma mais genial
Te ama e te agradece
E o teu povo reconhece
O quanto tu és vital.

 Carlos Arzileiro Pereira

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Para ti Anabela - Carlos Arzileiro Pereira



Para ti Anabela

Como posso agradecer
Tão sublime prazer
Quando escuto seus conselhos
Neles medito, acredite
Também solto um forte grito
Logo dobro os meus joelhos.

A pureza das palavras
Trocada nas horas vagas
Tocam o meu coração 
Não quero ser um qualquer
Porque sei que Ele não quer
Ver a minha inquietação.

De olhos postos no céu
Vejo algo que me deu
O que tanto desejei
O amor não tem limites
Tão cedo de mim partiste
Mas estás bem isso eu o sei.


Carlos Arzileiro Pereira

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mãe



Faces frias mãos dormentes
Com sua pele enrugada
A mulher de quem vos falo
É a minha mãe amada.

Já cansada e sem forças
Com sua cor de marfim
A minha querida mãe
Já esta perto do fim.

Como esta desiludida
Sabe que não vai vencer
Tanta dor tanta angustia
Que terá para sofrer.

É alguém que nesta vida
Sempre deu o seu melhor
É alguém que ao partir
Faz murchar uma flor.

É o cair de uma muralha
Que um dia foi construída
Entre as agruras do tempo
Numa vida destruída.

Carlos Arzileiro Pereira


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Um pouco de mim





Um pouco de mim

A vida me ensinou
Que para ser o que sou
Estive sempre presente
Sinto orgulho no que fiz
Foi deus que assim  o quis
Era ainda adolescente

Não foi fácil conseguir
Mas nunca quis desistir
Porque sempre acreditei
Que um dia iria ter 
A recompensa de ser
A pessoa que sonhei

Tive mestres exigentes
Que foram influentes
Em tudo que aprendi
Hoje posso afirmar
Que irei sempre preservar
O muito que consegui

O meu muito obrigado
A meu pai que já cansado
Me deu sempre o melhor
Com orgulho reconheço 
E ele sabe bem que mereço 
O seu carinho e amor.

Carlos Arzileiro


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Coimbra que nos encanta




Coimbra que nos encanta

A marcha saiu à rua
Neste dia singular
Cantando alegremente
Veio p'ra rua dançar 

Coimbra que nos encanta
Mostra o seu terno olhar
Nossa alma já cansada
Não se cansa de te amar

Não sabemos bem porquê 
És um livro que se lê 
Tens princípio meio e fim
Neste toque de magia
Desfrutemos a alegria
De podermos ver-te assim

O mondego que te beija
Tem o dom que benfazeja
Murmurando tão baixinho
E o choupal dos estudantes
Já nada tem como antes
A não ser os passarinhos

A chama ainda existe
O sonho não terminou
O amor com que te vemos
Ainda não se apagou

Coimbra os teus amores
Serão teus eternamente
Como cidade és Cinderela
E jamais serás diferente


Carlos Arzileiro Pereira



terça-feira, 6 de junho de 2017

NÃO FOI O FIM



Quantas vezes
Visitaste aquele lugar, na esperança de encontrar 
O amor da tua vida

Quantas vezes
Oraste naquele local, pensando que era um portal 
De uma esperança perdida

Tua musa, 
Te inspirou e te levou, talvez porque desejou 
Que esse amor fosse o teu mundo

Horizontes
Se abriram a quem perdeu, uma luz que se acendeu 
No recanto mais profundo

Em sofrimento 
Usaste a inteligência, com toda a irreverência 
Foi um penar que acabou

Não foi o fim
Porque o teu lado melhor, passado com muita dor
Julgo que recomeçou


 Carlos Arzileiro Pereira



sexta-feira, 2 de junho de 2017

RIO MONDEGO




RIO MONDEGO

Rio Mondego as tuas águas
Correm correm sem parar
Só as vejo de passagem
Não mais as vou encontrar

Teu encanto e beleza 
Deliciam quem te vê
Tuas margens te aconchegam
Ficas à tua mercê

A cidade que tu beijas
É farta em tradições
É rica nos seus costumes
Bela nas suas canções

Ao olhar as tuas águas
Tenho por ti um grande apego
É por isso que te chamam 
A cidade do Mondego

Tens os teus altos e baixos
Mesmo assim tu és catito
No Inverno és temeroso
No verão és tão bonito

Que saudades que nós temos
Das lavadeiras de outrora
Roupa na areia a corar
Que já não se vê agora

Carlos Arzileiro Pereira


segunda-feira, 29 de maio de 2017

LÁGRIMAS SENTIDAS



O tempo foge de mim
A pressão não vai parar
A erosão me desgasta
Quando o dia começar 

Ouço vozes não sei onde
Que parecem ser sinais
Dos sonhos que não sonhei
E não vou sonhar jamais

Vida que nunca vivi
Contos que nunca contei
Caras que não conheci
Risos que jamais mostrei

Transpor barreiras de medo
Cantar poemas de dor
Chorar lágrimas sentidas
Mas viver um grande amor

Carlos Arzileiro Pereira

27/05/2017


sábado, 13 de maio de 2017

INCERTEZAS




Ai se eu pudesse sonhar o que nunca vou saber
Ai se eu pudesse dizer quanto o coração me doí
Ai se eu pudesse fazer tudo o que me apetece
Era talvez o que sou sem que ninguém o soubesse.
A incerteza é algo que nos destrói:
É o que se sente e não se vê
Que nos transforma sem querer
Que nos impede de lutar
Que nos inibe de viver.
O que mais é necessário para que as nossas dúvidas pereçam?
A dúvida é um turbilhão que nos acompanha dia a dia.
para quê tanta luta, se o amanhã é uma incerteza?
Agora compreendo o meu filho quando me dizia: PAI, VIVE UM DIA CADA DIA.
Depois de uma noite mal dormida, é possível que uma ambição desmedida
seja algo incontrolável, mas creio não ser essa a postura correcta de
alguém que acreditando, talvez sim, talvez não, quem sabe?
se um dia um mundo melhor, nos oferece as certezas que faltam,
para que se faça luz ao que ao longo dos tempos tem sido a nossa cruz

Carlos Arzileiro Pereira

11/05/2017



terça-feira, 22 de novembro de 2016




Sou um Louco sou Poeta

Perfumaste minha boca
Com o batom dos teus lábios
Embriagaste meu ego
Com teus sentimentos sábios

vou falar como os profetas
Quero asas para voar
Quero ir ao imaginário
Quero tempo p´ra pensar

É no outono que as árvores
Se despem do manto verde
E com sua irreverencia
Há algo que sempre se perde

Sou um loco sou poeta
Que busco minha magia
Sou talvez um ser humano
Que partilha poesia

Com minha voz diluída
Com minha dor palpitante
Sou uma força perdida
Num gesto irrelevante


Carlos Arzileiro Pereira

domingo, 20 de novembro de 2016





Pai Amigo


À minha mãe devo tudo
o quanto ela me deu
isso nunca esquecerei
ainda mais devo a meu pai
passou tantos sacrifícios
tantos, tantos que nem sei

Sinto tanto ao recordar
o que passou p'ra me educar
sem condições para tal
trabalhava noite e dia
de tudo ele fazia
era um homem sem igual

Pai amigo se me ouves
sabes bem quanto te adoro
pai amigo ídolo meu
ainda hoje por ti choro

Quero continuar a história
da vida que me ensinaste
que irei sempre recordar
nem que eu viva cem anos
podes ficar descansado
nunca te irei magoar

No além vejo a penumbra
de tudo o que me ensinaste
que guardo com amor
querido pai tu estás comigo
um dia vou ter contigo
para repartir nossa dor

Carlos Arzileiro


segunda-feira, 13 de junho de 2016



Resultado de imagem para hope

UMA EMOÇÃO

Retoquei a pintura do teu quadro
Fiz um esboço com um lápis de carvão
Sombreei, disfarcei, ficou esbatido
Deslumbrei-me nessa tão bela emoção.

Gota a gota esvaziei todo o meu eu
Que aceitei, humilde, serenamente
Renovei meu desejo de entender
E constatei que tudo era diferente.

O fumo se esvaiu no horizonte
O fogo que ateei ficou sem chama
Meu espírito contrito se abriu
E a lava do vulcão ficou em lama.

Foi então que uma voz me sussurrou
E me disse, meu filho estou contigo
Não desistas vai em frente até ao fim
Porque um dia, teu desejo será cumprido.

Carlos Arzileiro Pereira

segunda-feira, 6 de junho de 2016








QUASE POR MAGIA











Ardente é o sangue
Que gira em vão nas nossas veias
Suave dormente
A jorrar bem longe, em finas areias
Soltando no fundo
Uma voz calada, que bate no coração
Pintando um quadro
Num lençol de água, cresce a emoção
Nosso rosto vibra 
Com sensações fortes, por telepatia
Silêncio Divino
Mostrado na face, quase por magia
O tempo escasseia
Neste mundo louco, que é meu também
um anjo aparece
prende-nos a mão, e não há ninguém
O respirar é um perfume que se tem
A nostalgia faz parte de um pedestal
Toda a quimera larga sempre o que não tem
A madrugada é o silêncio de Cristal

Carlos Arzileiro Pereira