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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
Não, desta vez não vou…
Não, desta vez não vou…
Hoje acordei com a dor das árvores;
estou de pé e o meu corpo sustém
o vazio e a solidão dos ramos
côncavos de espera,
impacientes de ternura.
Quero o bracejar dos pássaros,
ser refúgio dos ventos que me procuram,
tornar-me na folhagem que te abriga,
ser o ninho na tua noite, aberto
com a inquietação e a serenidade
do rumor das aves mais tardias.
Não, desta vez não vou...
estou de pé e o meu corpo sustém
o vazio e a solidão dos ramos
côncavos de espera,
impacientes de ternura.
Quero o bracejar dos pássaros,
ser refúgio dos ventos que me procuram,
tornar-me na folhagem que te abriga,
ser o ninho na tua noite, aberto
com a inquietação e a serenidade
do rumor das aves mais tardias.
Não, desta vez não vou...
Lília Tavares
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