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domingo, 1 de julho de 2018

Há na cadência do espaço

Há na cadência do espaço
A luz pálida dos dias
Que navega nos lemes
Dum barco velho ancorado no cais

As margens já não pertencem ao rio
E as nuvens choram o diluvio
Da manhã que entardeceu
No orvalho taciturno da noite

Uma ténue luz percorre os astros
E arrasta no murmúrio das nuvens
O desassossego das margens
Sufragado na mansidão das águas
Ailime

quinta-feira, 28 de abril de 2016


Pudera eu


Pudera eu devolver-te a leveza dos pássaros
para que voasses nas margens do rio
o sorriso que, desperto, em teu olhar
te ilumina o entardecer.
Pudera eu retirar todos os limos
que te resvalam nos gestos
a fragilidade do chão, escorregadio
sob os teus pés vacilantes.
Pudera eu devolver-te num raio de sol
a seiva a pulsar, qual primavera em apogeu
a cingir-te nos braços, o rio ao amanhecer.
Pudera eu atrasar os ponteiros do relógio
para te retardar no rosto os teus olhos cor de rio.


Ailime




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Nas margens do meu rio -

Nas margens do meu rio


Por entre seixos e grama
Vou percorrendo o tempo
Com o olhar vão de esperança.
Neste entardecer constante
Nas margens do meu rio
Fico aprisionada na sombra
De um alvorecer distante.

Ailime

http://cantomeu-ailime.blogspot.pt/   

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Há na cadência do espaço - Ailime



Há na cadência do espaço

A luz pálida dos dias

Que navega nos lemes

Dum barco velho ancorado no cais

 
 
As margens já não pertencem ao rio

E as nuvens choram o diluvio

Da manhã que entardeceu

No orvalho taciturno da noite

 
Uma ténue luz percorre os astros

E arrasta no murmúrio das nuvens

O desassossego das margens

Sufragado na mansidão das águas


Ailime

17.10.2013