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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Preservação...a palavra de ordem



Quantas Cores o Vento Tem

Tu achas que sou uma selvagem
E conheces o mundo
Mas eu não posso crer
Não posso acreditar
Que selvagem possa ser
Se tu é que não vês em teu redor
Teu redor

Tu pensas que esta terra te pertence
Que o mundo é um ser morto,
Mas vais ver que cada pedra, planta ou criatura
Está viva e tem alma, é um ser.

Tu dás valor apenas às pessoas
Que acham como tu sem se opor
Mas segue as pegadas de um estranho
E terás mil surpresas de esplendor

Já ouviste um lobo uivando no luar azul
Ou porque ri um lince com desdém
Sabes vir cantar com as cores da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem
E pintar com quantas cores o vento tem

Vem descobrir os trilhos da floresta
Provar a doce amora e o seu sabor
Rolar no meio de tanta riqueza
E não querer indagar o seu valor

Sou a irmã do rio e do vento
A garça, a lontra, são iguais a mim
Vivemos tão ligados uns aos outros
Neste arco, neste círculo sem fim

Que altura a árvore tem
Se a derrubares não sabe ninguém

Nunca ouvirás o lobo sob a lua azul
O que é que importa a cor da pele de alguém
Temos que cantar com as vozes da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem

Mas tu só vais conseguir
Esta terra possuir, se a pintares
com quantas cores o vento tem

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Jc87pWX87Xg

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Manifesto de uma Guitarra



Mistura o som com o tom da emoção que dos graves irradia em decibéis cuja vibração ressoa em batida ritmada na mente ancorada pelas cordas sustenidas no agudo timbrado do fonema inspirado pela acústica abafado em ritmo compassado por teclas projectado nas notas desarmónicas pela inflexão da fala moldada por repercussão quando negas à composição a autoria do coração.