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sexta-feira, 26 de setembro de 2014



O QUE ME MOVE 


Não me move uma ânsia de querer-te
enrodilhado nas malhas dos meus dias.
Nem me move o agora e sempre ter-te
no pensamento das longas noites frias.
Nada de ti minha alma ou vida espera,
és lembrança entre papeis amarelados
no Outono a que chegou nossa quimera.
Não me move restaurar o já perdido,
reviver o imaginário construído
noutro tempo em que a alegria em mim reinava.
Nada me move a não ser reencontrar,
com a paz quotidiana e outro olhar,
o caminho que, antes de ti, eu caminhava.

- do livro «ÂNCORAS E HORIZONTES» ,

de FINA D'ARMADA